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terça-feira, 21 de abril de 2009

flor da morte



Vejo a flor da morte abrir
Um caminho, não quero partir
Mas sei que é impossível resistir...

Caminhei por uma estrada
Escura e cheia de violações
Domianada por inúmeras omissões

Nela acabei a mim mesmo perdendo
Seu sorriso ambíguo acabou dissolvendo
O que ainda restava da minha bondade

E os meu sonhos, que não podem voltar
Nem os raios do sol podem me alcançar
Sua sombra foi o mal que me encobriu...

Olhei para o céu que já avermelhou
E vi que minha flor da vida não se molhou
Quando a chuva veio eram gotas de sangue...

Era isso o que você queria?

Uma por uma as pétalas daquela minha flor
Foram desvanecendo sem jamais sentir aquele calor
Que todos chamam de amor...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

pedra por pedra




Eu tenho planos, grandes planos
Eu estou construindo uma casa para você
Cada pedra foi uma lágrima
E você nunca mais irá ir embora

Sim, eu estou te construindo uma pequena casa
ela não tem janelas, e nem portas
Por dentro dela brotará a escuridão
E nenhuma luz ousará entrar nela

Sim, eu estou construindo uma casa para você
e você fará parte dela

Pedra por Pedra
Você se tornou o meu muro
Pedra por Pedra
Eu vou estar com você para sempre

Sem vestido, sem sapatos,
você me observa enquanto eu trabalho
Com seus pés no cimento
você torna a construção maravilhosa

Haverá um jardim do lado de fora
e ninguém poderá ouvir você gritar

Pedra por Pedra
Você se tornou o meu muro
Pedra por Pedra
Eu vou estar com você para sempre

Com um esboço, sempre martelando
Do lado de fora o dia está amanhecendo
Todos os pregos se firmando
enquanto eu os prendo contra o seu corpo de madeira

Pedra

Pedra por Pedra
Você se tornou o meu muro
Pedra por Pedra
E ninguém me ouve chorar

quinta-feira, 16 de abril de 2009

abrir fogo


Aquele que conhece a dor será repreendido
do fogo que queima a pele
eu lanço uma luz
em meu rosto
um grito quente
Abrir Fogo!

Aquele que conhece a dor é enobrecido
do fogo que arde em desejo
um golpe impactante
no colo dela
um grito quente
Abrir Fogo!
Bang, bang!

Perigoso é aquele que conhece a dor
do fogo que queima a alma
Perigosa a criança consumida pelas chamas
com fogo que da vida separa
um grito quente

Sua sorte
não é minha sorte,
é meu infortúnio.

inveja


Sou mais bonito?
corte meu rosto em pedaços
Sou mais forte?
quebre meu pescoço covardemente
Sou mais inteligente?
mate-me e coma meu cérebro
Tenho sua mulher?
mate-me e me coma por inteiro
Então me coma por inteiro

Sou mais honesto?
morda minha língua fora
Sou mais rico?
então tome tudo que eu tenho
Sou mais corajoso?
mate-me e coma meu coração
Tenho sua mulher? então
mate-me e me coma por inteiro

Então me coma por inteiro
mas não se esqueça de lamber o prato

Cozinhamos a inveja

Tenho a pele mais perfeita?
corte-a em tiras
Tenho os olhos claros?
tome minha luz
Tenho a alma pura?
mate-a nas chamas
Tenho sua mulher? então
mate-me e me coma por inteiro

ultimas horas.


Corpo cálido
cruz quente
julgamento equivocado
túmulo frio

Na cruz agora estou deitado
eles fincam pregos em mim
o fogo purifica a alma
e o que resta é um bocado de
Cinzas

Eu voltarei
em dez dias
como sua sombra
e o perseguirei

Secretamente ressucitarei
e você implorará por misericórdia
então vou ajoelhar-me em seu rosto
e enfiarei o dedo em
Cinzas

Cinzas às cinzas
e pó ao pó

segunda-feira, 13 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

sentimento oculto.


Amor que revela o oculto
Olhar distante e parado
me traz lembranças do passado
de um tempo nublado e escuro
Que aos poucos me deixa confuso

Um amor não fingido
quando não é correspondido
despertas sentimentos escondidos
transforma o pacato em bandido
transforma um coração ferido
e traz das profundezas
um monstro submergido

Que até então se mantia oculto
agora é revelado
um opressor por de traz de um sorriso
Que vivia acorrentado

As diferentes faces da mesma moeda
Uma personalidade oculta em trevas
Que com o coração cheio de maldade se revela
Mostrando que as sombras tambem é bela
Querendo calar a voz do coração que chama
do derrotado e falido abandonado na lama
Que por amor deixou dinheiro, poder e fama
Agora jas o frio morbido em uma cama
reconhece que o amor é mau e que engana
E ve coberto de sangue o fim da trama
Pra provar que a vida de quem ama
É simplesmente um drama.
 
©2007 '' Por Elke di Barros