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terça-feira, 30 de setembro de 2008

O CÉU PELO AVESSO.

Foi longo tempo nessa terra
Que se passou diante as trevas
Já não havia mais o dia
Só uma luz radioativa
Que incendiava nossas almas
Numa pulsante dor macabra
Ao se apagar, foi despertar
Os anjos caídos atirados ao abismo
E na sede do teu ódio
Levantaram-se os inimigos
É Guerra Santa...
E quem virá nos salvar
Se eu pudesse ver
O que há do outro lado
Se eu pudesse tocar
O que não conheço
Se eu pudesse voar Pelo espaço
Se eu pudesse tocar O céu pelo avesso...
E nasce como dor pulsante
A nossa sede pelo sangue.

****

Olhe para o meio do céu
Há mortas estrelas sem luz
O Anjo caído está sem vida
A felicidade se desfaz sem o olhar
Dos pobres sem asas, felizes cegos
O som da tristeza, calmo mas perturbado
Já aparece sem se apresentar
Tento sussurrar para alguém
Só vejo sombras que se espantam
Minha alma está com uma aparência sombria
Um cheiro fúnebre
Um olhar mórbido
Para mostrar a noite enluarada
Há um vaco em que ando
Escurecendo sem velas
Esqueci o calor do amor
Ainda a sinto
Mas vejo somente o frio da doce tristeza
Cheia de desejos
Só ainda vou no frio pálido
Esquecendo da vida conhecida
Mas esquecida pelas lágrimas sobre neblina
Só esperando a morte
Para caminhar perdido...
e esquecido
A morte cerimonial
Ainda me acompanha
Sem chegar perto
Gelado como o inverno puro
Sobre mantas fúnebres
Quieto aguardando o vento no escuro
Mas chorando para outra Alma
Bela como a tristeza
Para a noite perdida
Escurecer para a eternidade noturna
Em pureza merecida e despercebida

...

Havia umas palavras da luxúria.
Nestes braços do desconhecido.
E no silêncio havia embora umas palavras de não mais suave.
Assim no pensamento dessa loucura.
Essa devastação os pensamentos.
No mais só das horas.
A demanda que eu começo da excelência.
O vácuo que eu senti da resposta.
Não somente uma adição.
Gerou a necessidade.
Nestas noites infinitas da congelação.
Meu peso no outro lado.

domingo, 21 de setembro de 2008

ANJO SOLITARIO.


Em meu peito bate um coração solitário,
Num triste compasso que chega a ensurdecer...
Você sumiu dos meus olhos,
Fez o meu céu escurecer...
Minha ira tomou posse da minha mente,
Nas mãos agora uma faca ensangüentada!
Eu estava louco, demente,
Matei você por ter me deixado mal amado!
Agora você esta de novo em meus braços,
Estendida, frio e morta...
Quis um dia te prender em meus laços,
Mas você fugiu... Dama solitária das trevas...
Fico a vagar por seu corpo!
De ti faço o meu santuário...
Velando seu sorriso morto...
A minha dor, Prendida em meus olhos de antes...
Um último beijo O gosto de sangue nos lábios
Meu amor...
Agora em meus punhos de sangue!

ALMAS SILENCIOSAS.


Almas silenciosas, inquietas Imersas no absoluto profundo
De emoções guardadas ao negro Fúria, tristeza, medo,
ausência Tudo agora se veste igual
Num qual manto acinzentado Vendando os olhos da mente
Abrem-se as portas à obscuridade
Essas almas caladas, amargas
Sentindo o gosto das lágrimas de sangue
Alimentando a fúria a cada semente
que vive num tormento eterno,
Arcanjo, anjo sombrio
Conceda-me vossa luz
Pelo véu da morte
O pesadelo nunca vai acabar

destino.

O tempo esta mudando rapidamente
Eu imagino quanto tempo resta
O relogio está fazendo tique-taque
o tempo está correndo
O ódio enche esta Terra
E para o que vale
Nós estamos no fim
antes que nós soubéssemos
Ao longo dos anos
Eu lutei achar a resposta que
eu nunca soube
Me golpeou como um milhão de raios
E aqui eu estou contando a você
Todos os segundos do dia está vindo em sua direçao
Desconhecido futuro está aqui para ficar
Conseguido abrir sua mentede você será desviado
Há um tempo para viver
Há um tempo para morrer
Mas ninguém não pode escapar do Destino

desculpas.

Em um universo paralelo Perdidos,
prisioneiros De uma prisão que não podemos sentir
Uma prisão sem sentidos Sem nenhum sentimento
Um muro invisível Demarca nossos limites
Limita nossos destinos Nos deixa sozinhos
Sem nenhum sentimento
Como uma máquina seguimos
Com um tipo de sentimentos racionais
Mas não conseguimos o principal
Não alcançamos o óbvio Sem nenhum sentimento
Remorso, culpa, dor A Dor no coração nos tortura
Esmaga nossos corações
Aperta nossas algema-de-sentimentos
Sem nenhum sentimentoTato, paladar, olfato
Eu não sinto Não tenho sentimentos
Talvez tenham se perdido Talvez eu esteja perdido.
 
©2007 '' Por Elke di Barros