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domingo, 21 de setembro de 2008

ANJO DA NOITE.


Quando te encontrei,
havia caído neve a noite inteira
Você parecia adormecido,
mas um semblante doce
E era de uma beleza de um imortal ,
seus lábios eram vermelhos sangue
Que pareciam verter sangue mesmo,
cheguei tocar para me certificar
Quando percebi que estava frio e imóvel
Coloquei o contra o meu corpo quente ,
para te aquecer ,com esperança que voltasse
Tirei meu casaco e em volto
aquele corpo com vestis branca de um tecido nunca visto
antes cobri para nos aquecer
Seus cabelos estavam cheio de flocos de neve
Percebi suas asas caídas misturando com a neve
não consegui ver seu tamanho
Adormeci de tanto frio naquele lençol branco de miragem sem fim
Outro dia nascera e o sol entre os arbustos clareava com seu raios dourados
Tinha uma visão de dois olhos azuis com cachos amarelo ouro e uns lábios vermelhos
Me olhava e me segurava no colo ,fazendo de suas enormes asas brancas ,meu cobertor
Me colocou com os pés no chão,beijou a minha testa e levantou um rasante vôo ao horizonte

DELIRIUM.

Quando os horripilantes defuntos despertam do sono
E os corvos que sobrevoam os funerais estão vigiando,
Como presságios do mal em murmúrios obscuros.
Agonizado e honrado por se tornar
Uma parte deste enredo de horror
Eu desço de braços abertos
Brindado o cheio do prazer doloroso
Refletindo correntezas de miragens monstruosas
Revelações espirituais, hipnose apocalíptica
Os mortos aparecem dentro de covas profundas
Sozinho e com medo.
Preso dentro de si para sofrer em silêncio
Dilacerado na mente e nos sentidos
Batizado neste glamour noturno
Rito de essência esplêndida.
Agonizado e lisonjeado por se tornar
Uma parte deste roteiro de horror
Brindado e cheio de prazer doloroso.
Agora quando os portões já não estão mais fechados
Eu me retiro da luz do sol...

CAINDO EM DECADÊNCIA.

Sangrei até a morte,
Estou dilacerada
Caindo em decadência...
Minhas vísceras foram arrancadas,
Minha pele está apodrecendo...
Meus olhos brancos estão quase fechados,
Meus lábios pálidos e secos
Já não sentem nosso ultimo beijo.
Não tenho mais nada a perder...
No ar só se sente o cheiro horrível
De um cadáver em decomposição.
Um corpo inútil...
Com um coração necrosado
Servindo de alimento aos malditos vermes
Que tanto desprezou...
No relento sinto apenas medo...
Mas medo de que?
Já que agora não me restam mais escolhas,
Não há mais sonhos...
Mas nada a fazer...
Estou morta...

O DESCONHECIDO

Eu sei que estou só,
mas alguém está me vendo
Segue-me em todos lugares que vou
Um fluxo frio surpreende-me novamente, eu tremo
A presença de algo, eu posso ouvir sua respiração
Deixe-me só, de onde quer que vc venha
Ouço tantas vozes, ninguém está falando
Correndo de algo, nada, na escuridão da noite,
Rasteja ao meu redor, a força invisível que o faz louco,
Eu ñ posso lembrar como me sentir confortável, estar só
Sem aquele medo tão profundo
Ícones de morte flutuam além de mim
Sussurrando meu nome e respirando meu medo
A ameaça de insanidade Vozes internas gritam por ação
Desamparado como eu estou
Perdido no suposto paraíso
Eu ñ estou seguro se eu estou aki ou em outro lugar
Procurando satisfação Além das fronteiras de minha compreensão
Deixe-me só, de onde quer que vc venha
Ouço tantas vozes, ninguém está falando.

MUDANDO UM POUCO DE TEMA.

Porque sou um anjo caído...
Porque me apaixonei e desisti do céu
Porque me tornei um comum
Porque abri mão de todo o poder
Mero mortal Não reconhce meu sacrifício
Não vê minhas lágrimas no chão?
Caminho agora a esmo
Sentindo a terra sobre os pés
O vento sob a pele
E o calor nos olhos
Quero gritar Sinto ódio, rancor
Estou perdida, confusa
Os espinhos machucam
As pedras me ferem
A cada passo, me lanço ao desconhecido
Mergulho por entre abismos
Sinto como nunca a presença de quem não desejo ter
E não quero sentir
Caí por você Pensei que podia voar
e por um breve momento
Senti a brisa em minhas falsas asas
Porém, elas me foram tiradas
E agora caminho sozinha
Sem ninguém para partilhar meus devaneios
E minha eternidade
Sinto doresSinto fome
O cansaço me assola
E no fim Tudo isso não teve valor...

a alma do outro mundo

Como os anjos de ruivo olhar,
À tua alcova hei de voltar
E junto a ti, silente vulto,
Deslizarei na sombra oculto;
Dar-te-ei na pele escura
e nua Beijos mais frios que a lua
E qual serpente em náusea fossa
Te afagarei o quanto possa.
Ao despontar o dia incerto,
O meu lugar verás deserto,
E em tudo o frio há de se pôr.
Como os demais pela virtude,
Em tua vida e juventude
Quero reinar pelo pavor.

sábado, 14 de junho de 2008

Saudações...



Não me julgues. nem tente entender-me

Sou como o vento Não tenho destino

Apenas passo... Aproveite a brisa

Não me prendas, Não consiguirás

me possuir Sou como água

Se preso, evaporo. Mate apenas tua sede

Não tente guardar-me. Não me aprisione

Sou como as flores, Colhido feneço

Guarde-me o perfume. Não me descreva

Nem me modifique. Sou como um sonho

Uma Ilusão. Sou como um cometa, solitário.
 
©2007 '' Por Elke di Barros